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Harvey Milk
Harvey Milk, o político que deu uma cara ao movimento lgbt Conheça a trajetória do homem que mudou a cara do movimento por direitos lgbt
Durante as celebrações dos 50 anos de sua fundação em março passado,na cidade de San Francisco,a Anistia Internacional homenageou Harvey Milk,primeiro político assumidamente gay,vítima de crime de ódio.
Aqui no Rio (e no Brasil),começam a soprar ventos bem mais favoráveis.
A gente tem altas esperanças de chegar a um bom destino quando a atitude vem tanto do Governo Federal ( a unanimidade no STJ) quanto do Governo do Estado do Rio de Janeiro,no engajamento do governador Sergio Cabral ( Programa Rio Contra a Homofobia) e nas ações da Prefeitura da Cidade,com o Prefeito Eduardo Paes capitaneando um pacote contra a discriminação e preconceito.
Por lei, os transexuais e travestis poderão usar seu nome social em público,para evitar constrangimentos.
"Se uma bala entrar em minha cabeça.que ela sirva para abrir todas as portas fechadas neste país"
Harvey Milk (1930-1978)
Político e ativista gay de origem lituana, nasceu em Long Island, NY e ingressou na Marinha norte americana, de onde foi expulso, em cerimônia pública, por sua homossexualidade.
Em busca de ares mais amigáveis, mudou-se para San Francisco onde abriu uma loja de artigos fotográficos no distrito gay Castro. Com natural vocação para liderança, fundou uma associação que congregava os comerciantes do bairro (a Castro Valley Association) servindo como intermediário entre a comunidade e o governo municipal.
Sua influência cresceu a tal ponto que em 1977, já era conhecido como “o prefeito da Rua Castro”. Eleito para representar a vizinhança - cargo semelhante aos nossos secretários municipais - foi o primeiro gay assumido a conquistar cargo público numa grande cidade americana.
Em 27 de novembro de 1978, Harvey e o então prefeito de San Francisco George Moscone foram assassinados durante um evento na sede da Prefeitura, pelo antigo prefeito Dan White, ferrenho opositor dos direitos dos gays e que havia renunciado por não concordar com as novas posturas simpatizantes.
Milk, prevendo o risco que corria, deixou vários vídeos gravados para o caso de sofrer algum atentado.
Num deles, está contida a famosa frase “se uma bala entrar em minha cabeça, que ela sirva para abrir todas as portas fechadas neste país”.
No percurso do funeral de Milk e Moscone, acompanhado por uma multidão, as ruas estavam decoradas com bandeiras do arco íris.
O assassino foi condenado a sete anos e 8 meses de prisão e a sentença, considerada irrisória pela brutalidade cometida com premeditação, foi interpretada como homofobia do júri.
Peças de teatro e uma ópera composta por Stewart Wallace com libreto de Michael Korie eternizaram a figura de Harvey Milk, considerado mártir pela comunidade LGBT. Diversas instituições de direitos humanos e escolas levam seu nome, nos Estados Unidos.
Interpretado com grande sensibilidade por Sean Penn -e Matt Demon como o assassino foi o tema de filme dirigido por Gus Van Sant ("Milk",2007) que surpreendeu platéia e crítica no Festival de Veneza ,em setembro daquele ano.
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